Drex, Open Finance e Pix: panorama regulatório para quem opera no setor financeiro em 2026
Quem não acompanha de perto o setor financeiro pode facilmente se perder entre três siglas que estão redesenhando a forma como o dinheiro circula no Brasil: Drex, Open Finance e Pix. Cada um está em um estágio diferente de maturidade regulatória, e entender esse panorama ajuda o empresário a antecipar mudanças que, mais cedo ou mais tarde, afetarão sua operação financeira.
O Pix é o mais consolidado dos três, mas continua evoluindo. Desde fevereiro de 2026, todas as instituições financeiras são obrigadas a adotar o Mecanismo Especial de Devolução em sua versão 2.0, com rastreamento ampliado de fraudes. Para pessoas jurídicas, o Pix Automático tornou-se o padrão obrigatório para cobranças recorrentes desde janeiro de 2026, substituindo débito automático e boletos de cobrança periódica. Novidades como a Cobrança Híbrida — que une boleto e Pix no mesmo QR Code — e ajustes de limites para transações via Pix Automático estão previstos para outubro de 2026, enquanto o tão aguardado "Pix Parcelado" segue sem data definida de lançamento.
O Open Finance avançou em 2026 com sua primeira aplicação transacional plena: a portabilidade de crédito 100% digital, iniciada em fevereiro, que permite migrar empréstimos entre instituições em poucos dias. O sistema deve se aprofundar ao longo do ano com a inclusão de novas modalidades de crédito.
Já o Drex, a moeda digital do Banco Central, é o projeto mais distante da maturidade. Após identificar limitações de privacidade na arquitetura blockchain original, o Banco Central reformulou o projeto no fim de 2025 e adiou sua evolução para 2026, abandonando a tokenização ampla inicialmente planejada. A versão que está sendo desenvolvida terá uso restrito entre instituições autorizadas, sem acesso direto do público em geral no curto prazo — o real digital para uso cotidiano do cidadão segue sem data prevista.